1 ANO de Telefunken!

5 05 2008

Amanhã, dia 06/05/08, o Telefunken faz aniversário de 1 ANO na Radio Surf! E, claro, que comemoraremos em edição especial!

Com 37 edições às 3ª feiras, 21 edições de BALADA às 6ª feiras, 3 Retrospectivas apresentadas pelo Du Abreu em Janeiro de 2008 e as edições especiais Telefunken + Fazendo Fumaça e Unmixed, totalizamos mais de 140 horas do melhor da música eletrônica em todas as suas vertentes. É Telefunken por 6 dias seguidos, sem parar!

É muita música, muita mixagem, muita vibe, muita viagem…

Não percam o Telefunken de Aniversário AMANHÃ às 16 horas, na Radio Surf!





37º Telefunken

29 04 2008

Acaba de ir ao ar o 37º Telefunken, programa preparado no último feriado (21/04/08), que acabou não indo ao ar na semana passada por conta da chuva que assolou São Paulo e São Sebastião, tirando os servidores da Radio Surf do ar.

Uma chuva menos intensa já havia chegado durante o feriado. Pessoalmente, isso não me trouxe nada além de mais tranqüilidade, mais serenidade durante aqueles dias. E claro que isso influenciou na criação desse programa.

Selecionei as tranqüilas faixas de Beat Pharmacy, que produz o mais fino Reggae e Dub eletrônico, também chamado de Dub House, em seu último trabalho: Steadfast., que foram encaixadas no meio do 1º bloco, depois de Delhi9, do Tosca, e antes de 400 Years, um maravilhoso remix de Bob Marley feito por Jimpster. Ao ouvir esta última, me lembrei do incrível recém adquirido 23 Seconds, ainda único trabalho dos excêntricos canadenses do Cobblestone Jazz, um trio que acaba de deixar o underground. Seu som é algo sem precedentes na cena eletrônica: uma mistura de Jazz e Techno, hora privilegiando um, hora outro. O fato é que as batidas viraram perfeitamente com o som de Jimpster, levando o programa do Reggae ao Jazz suavemente.

Assim, voltamos ao delicioso som de Peter Kruder e Richard Dorfmeister, na coletânea Count Basic e no aclamado K&D Sessions, ambos carregados de Jazz, mas, dessa vez, sobre a estrutura do Drum’n'Bass. Recheando essa transição, ouvimos da coletânea Back To Mine de Everything But The Girl (EBTG) — cuja proposta é levar ao público o que artistas como esses ouvem em casa — as faixas Do It Now e A Wonderful Life, de Dubtribe Sound System e Carl Craig, respectivamente, as quais há muito tempo eu queria tocar!

O mesmo cheiro de terra úmida que me inspirou na criação do programa e que tirou o programa do ar na 3ª feira dia 22 veio novamente hoje, com uma refrescante chuva que acaba de assolar São Paulo. Como dizem as meninas do Flores de Lótus: deve ser esse o desejo do Universo!

Lucas.





Telefunken Unmixed

4 04 2008
Capa do Telefunken Unmixed

Foi ao ar na última 3ª feira, 1º de Abril, talvez, um dos programas mais divertidos já gravados em nossos estúdios: o Telefunken Unmixed. Com a participação de diversos convidados, como Enitro, Pezão, Jaiminho, Leo e Alexandre, foi então celebrado o Dia da Mentira!

O título escolhido para o programa talvez não explique claramente o conteúdo dessa edição especial do Telefunken. Afinal, “unmixed” seria “sem mixagem”, podendo então se entender que o programa traz músicas soltas, sem a tradicional “virada” entre as faixas, que faz o ouvinte não notar a mudança de faixa ou, em outros casos, torna essa mudança harmônica e agradável. No entanto, o selo Verve, em sua coletânea Verve Remixed, que reúne clássicos do Jazz em versões remixadas, usou a mesma licença poética quando lançou o lado B (ou A) da coletânea de remixes: o Verve Unmixed. Este último reuniu os grandes sucessos remixados em suas versões originais, acústicas. Se formos literários o correto seria: Verve Unremixed ou Not Remixed; mas, claro que perde a graça…

Assim, não poderia haver melhor título do que Telefunken Unmixed para a edição especial de 1º de Abril, Dia da Mentira. Procuramos reunir o melhor da música acústica, não-eletrônica, mas que trouxesse a mesma viagem proporcionada pelo tradicional Telefunken. Além disso, para aproveitar a oportunidade de tocar músicas que não cabem ao programa tradicional, selecionamos gêneros variados: começando com Rock tranqüilo, passando pelo Soul de Tim Maia, o Funk de Aaron Neville, seguindo do Hip Hop de Annette Peacock para o maravilhoso Jazz de Dave Brubeck e fechando com o Rock Progressivo Psicodélico de Pink Floyd, o Reggae de Bob Marley e a Black Music de The Roots.

Tantas grandes músicas adicionadas aos hilários comentários dos ilustres convidados fizeram deste programa um marco no Telefunken. Não só pela diversão, como, mais uma vez, pela audiência: novo recorde no Telefunken, com 17.500 ouvintes (300 a mais do que no último recorde). E ainda no mesmo dia, durante a reprise da edição especial de 1º de Abril do programa Flores de Lótus, às 20 horas, a Radio Surf alcançou a maior audiência já registrada: 19.600 ouvintes - e não é mentira!

Lucas.





34º Telefunken

26 03 2008
Capa do 34º Telefunken

O Programa que foi ao ar ontem, na Radio Surf, nasceu a partir de duas melodias muito próximas, que chamaram a atenção: Coconut, de Benny Sings e a clássica The Beach Party, do álbum Coming On Strong, famoso trabalho do grupo inglês Hot Chip. Apesar da primeira se aproximar do gênero Downtempo e a segunda sendo considerada um Rock Eletrônico, ambas tem um vocal de timbre curiosamente muito parecido, além de batidas semelhantes.

A junção das duas me agradou muito e já há tempos rondavam em minhas idéias. Com The Beach Party, que é um pouco mais seca, surgiria a possibilidade de tocar sons “mais eletrônicos”, ou seja, com poucos (ou nenhum) elemento acústico — ao contrário do equilíbrio usual do Telefunken (mas não do BALADA!)— e ainda assim suaves o bastante para se ouvir no meio da tarde! Algo que queria muito fazer. De imediato, já foram selecionadas duas faixas do francês Alexkid: Don’t Hide It e Fleur Bleue. A primeira ainda conta com um vocal feminino maravilhoso, de Lissette Alea, enquanto a segunda prende-se a elementos exclusivamente eletrônicos, mas é divertida, levemente dançante e alto astral, assim como, E Depois…, do brasileiro Bid, com vocal de Seu Jorge. Tanto alto astral era necessário! Pois celebramos neste programa o recorde de audiência do Telefunken obtido no 33º programa e o lançamento do Telefunen Blog.

Depois de tanta alegria, acalmamos com Boozoo Bajou, UKO, Tosca e entramos na viagem de outro grupo inglês, também de Downtempo, o excêntrico Lemon Jelly. Tamanha é a intensidade das viagens proporcionada pelo som deles, que houveram pouquíssimas oportunidade de tocá-los — a não ser na edição especial Massive Attack on the Lemon Jelly at the Leftfield, no 15º Telefunken de 14/08/2007. Viagem esta que seguiu até o meio do segundo bloco, passando por Peace Orchestra, trabalho solo de Peter Kruder, o melhor de Thievery Corporation e Hi Fi Mike, do exótico álbum Ku De Ta 2, um presente trazido por Josil Mandacaru diretamente da Indonésia.

Finalmente, a última parte do programa misturou a trip criada até então com o peso do eletrônico “mais pesado”. Vieram então Heydoo e City Love, de Lukas Greenberg,  e Outsiders, do israelense Lish. As duas primeiras são um Deep ou Tech-house bem tranqüilo, enquanto Outsiders alcança o ápice da viagem, pois trata-se de um som que, confesso, obrigou-me a desacelerá-lo em 2% antes de entrar na trilha. Para voltar à Terra, onde nem todos celebram conosco, fechamos com Beat Pharmacy em seu maravilhoso reggae eletrônico.

Lucas.





33º Telefunken

12 03 2008

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Acabou de ir ao ar o 33º Telefunken. A apenas dois meses do aniversário de 1 ano do programa na Radio Surf, se contabilizarmos os 33 Telefunken’s, 16 Balada Telefunken’s e ainda as edições especiais totalizamos hoje 120 horas de música, o que equivale a ouvir o Telefunken por 5 dias seguidos, dia e noite, sem parar! É muita música… E como presente vindo hoje de nossos ouvintes, batemos também outro recorde no Telefunken — o de audiência: 17.200 ouvintes! O programa de hoje, sem dúvida, entrou para nossa história.

Curiosamente, a produção do 33º Telefunken também veio das lembranças do início do programa na Radio Surf e, assim como no último programa, de sons que ouvia muito há 3 anos. Comecei selecionando faixas da coletânea Hôtel Costes, tanto dos volumes mais antigos quanto do recente volume 9. O Jazz eletrônico mostrou as caras novamente, fazendo-me lembrar do maravilho álbum Blue Note Trip - Gettin’ Up, mixado pelo DJ Maestro; dele, selecionei faixa de Labi Siffre, jazzista descoberto no final dos anos 60 e Foxy, conhecido quinteto de Jazz dos anos 70. Já sentindo que tinha um grande programa nascendo, pensei que fosse hora de tirar um dos Ases da manga: La Vigüela, de Gotan Project, e a inigualável Speechless, de Count Basic — duas faixas as quais desde o início do Telefunken na Radio Surf eu esperava o melhor momento para tocar. A primeira, do Gotan, acabou virando perfeitamente com a seqüência de Hôtel Costes, pois trata-se da mesma levada. Mas logo vi que também havia lugar para Speechless. O Caminho, de Bebel Giberto, remixado por Guy Sigsworth, faixa virada depois Gotan, foi a chave para iniciar a batida do Drum”n’Bass, que é a base de Speechless. Para terminar, vieram ainda clássicas de Tosca, Radiq e Jazzanova.

Muitos dos álbuns presentes no programa de hoje me foram apresentados pelo meu grande amigo, produtor de música eletrônica e ex-apresentador do Telefunken: Two Beers — como o álbum da Blue Note, K&D Sessions, DJ-Kicks e Radiq. No começo, utilizávamos o estúdio dele para gravar os programas. Foi só depois que Two Beers mudou-se para Paris passei a apresentar o Telefunken sozinho. Hoje ele ainda contribui com enviando-nos novidades da música européia e produz o podcast Cachaça Connexion, apresentando o melhor da música brasileira para o público francês. Já o podcast do Telefunken, continua bombando com inúmeros assinantes do mundo todo, onde em breve estará disponível o 33º Telefunken.

Lucas.





Telefunken - by Lucas Mandacaru!!!

4 03 2008

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O programa que foi ao ar hoje (3ª feira 04 de Março de 2008) foi concebido depois de um maravilhoso final de semana de sol, céu azul, areia branca e água do mar geladíssima.
Por alguma razão, vieram à minha mente algumas faixas que ouvia bastante há aproximadamente três anos. Na época acabara de comprar o álbum J.A.C., da dupla Tosca, que é até hoje o meu preferido deles. Foi um dos poucos discos que ouvi insistentemente várias vezes, gostando da maioria das faixas e fascinado com a viagem que ele proporcionava. Desse álbum, repleto de vocais em francês mesclados com um ritmo funkeado e repleto de baixos gordos, veio o caminho para compor o 32º Telefunken na Radio Surf. Numa levada próxima, facilmente veio a 2ª faixa, de Mousse T, Gourmet de Funk, do álbum de mesmo nome que ganhei do Frid - Thank’s man! Aproveitando o clima veio a calhar faixa do Flanger, Crime In The Pale Moonlight, do álbum Spirituals, que é um fantástico trabalho inspirado no Jazz de New Orleans. A partir daí o programa nasceu com pitadas da coletânea francesa Hôtel Costes, de Stéphane Pompougnac, que vem sempre carregada de Electro Jazz e Acid Jazz, entre outras faixas do mesmo estilo de diversas origens. Aproveitei também as faixas mais funkedas de Boozoo Bajou, levando ao Dub eltrônico - começando com dZihan & Kamien, Noiseshaper e finalizando com Thievery. Para o último bloco, sem deixar o clima criado em todo o programa, aproveitei faixas sem vocais de Morcheeba e Nightmares On Wax, voltando à Tosca e, finalmente, terminando o programa com a minha preferida de toda coletânea de Pompougnac, a maravilhosa Come On, de Dutch Rhythm Combo feat. Annik, num remix de Sket.
Programa ficou bem legal, vale a pena ouvir!
(Programa disponível no Podcast: http://telefunken.podomatic.com/ )
Lucas 04/03/2008.